Ansiedade

Ansiedade: o que alivia?

O que alivia a ansiedade vai depender de cada indivíduo. Porém, partindo do pressuposto de que nossas aflições começam em nossa mente, podemos dizer que o alívio inicia com o cessar das preocupações.

E qual é a raiz de nossas preocupações?

Sabendo que a raiz de nossas preocupações está nas nossas dificuldades de resolução de problemas, na maioria das vezes, o princípio do alívio da ansiedade está em trabalharmos com a amplificação das possibilidades de resolução de uma situação específica, a começar pela ordem de prioridades.

E as crenças limitantes?

No entanto, existem algumas crenças limitantes que bloqueiam nossa manifestação, o que acarreta na dificuldade de enxergarmos além do problema. Essas crenças são compostas por pensamentos disfuncionais, baseados nas experiências que tivemos com nossa família e contexto de vida.
A falta de questionamento desses pensamentos, a fim de checarmos se são verídicos ou apenas centrados em medos irracionais, nos leva a estagnar no problema.

Quais são os pensamentos ligados à ansiedade?

Além de uma preocupação excessiva com o futuro, os pensamentos ligados à ansiedade podem ser os mais variados. Mas, podemos citar alguns exemplos:
– “Será que ele vai gostar de mim?”
– “Não posso errar.”
– “Preciso mostrar que eu sei, mesmo que eu não saiba.”
– “Tenho que fazer tudo certo.”
– “Não vou falar com ele porque ele pode se zangar comigo.”
– “Tenho medo de ficar sozinho.”
– “Tenho medo de ser abandonada.”
– “Tenho medo de que aconteça algo grave com meus filhos.”

Profissional com ansiedade pelo acúmulo de tarefas sobre a mesa

Questione seus pensamentos

Quando começar a se sentir ansioso (a), perceba, anote e questione seus pensamentos. Compreenda que não são eles que devem te dominar, mas é você quem deve dominá-los.
Pergunte para cada um de seus pensamentos se possui evidencias de que são reais. Tente avaliar se não são frutos de uma única experiência, se não está generalizando, por exemplo.
Tente perceber se já aconteceu antes com você o medo que possui. Se não, será que não existe a possibilidade de ser um medo que não é baseado em fatos? Questione isso também!
Compreenda que não é uma situação ou pessoa que te faz mal, mas a interpretação sobre aquela situação ou pessoa. Ou seja, o pensamento que tem sobre tudo isso.

Mudança de pensamentos

Comece, então, a trabalhar com a mudança de pensamentos. Depois de mapear cada pensamento, questione quais outras possibilidades além daquela que você teme. Passe a usar essas possibilidades como pensamentos alternativos para os negativos. Então, perceba como se sente. Melhor?

Enfrente suas emoções

Dentro de um processo de cura, a tendência é termos recaídas. Minha dica para você é: enfrente suas emoções! Por mais difícil que seja, agora que já sabe que a raiz de uma emoção negativa está nos seus pensamentos, quando essa emoção vier, respire profundamente. Converse mentalmente com você mesmo e envie um comando mental de “pare!” e comece a utilizar os pensamentos alternativos positivos. Em seguida, aja com o medo ou a emoção que está te travando.
No começo, será dolorido e é natural que seja assim. Mas, com o tempo, você verá que estará condicionado. 
Quando compreendemos nossas raízes, pode ser mais fácil esse processo. Mas, se quiser agilidade, podemos partir dos nossos pensamentos. O nome disso é reestruturação cognitiva, que favorece a mudança de comportamento.
Agora te pergunto para te ajudar a refletir: já parou para pensar no quanto você se esconde atrás de seus pensamentos? Talvez a inautenticidade possa ser uma das possíveis raízes de sua ansiedade. Já pensou nisso? 
Quando não somos verdadeiros por medo de sermos quem somos…sabe como é?


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