Suicídio

Você pensa em suicídio?

Se você pensa em suicídio, esse texto é para você. Além de você, existem outros bilhões de pessoas no mundo que estão desesperadas e em aflição para deixarem de sentir essa dor interna, que é emocional, de uma tristeza profunda e que poucos conseguem compreender como é.
Consigo te entender profundamente quando afirma que pensa em tirar sua vida porque não suporta mais sua dor. E, na verdade, é essa dor que você quer matar, e não você mesmo.
Se isso faz sentido para você, então prometa para mim que irá ler esse texto até o fim, antes de fazer qualquer coisa.

Pensamentos suicidas

Quando você pensa em suicídio, seus pensamentos giram em torno de uma busca e planejamento sobre a melhor forma de se matar.
Se esses pensamentos têm sido frequentes, saiba que você está próximo de tirar sua própria vida. No entanto, não é isso o que você quer. Não é verdade?

Sinais do suicídio

Certamente, quando você pensa em suicídio, você deu (ou está dando) alguns sinais do suicídio em vista. Isso acontece, justamente, porque está pedindo ajuda, mesmo que não seja de forma consciente, quando começa a externalizar sua vontade de se matar.

Confira alguns sinais do suicídio que uma pessoa pode dar, de acordo com alguns especialistas, em entrevista para a Revista Galileu:

1 – Frases de alarme: Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas. “Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um pedido de ajuda”, afirma Mônica Kother Macedo, psicanalista especializada em suicídio e professora da PUCRS. Adriana Rizzo, engenheira agrônoma voluntária da ONG Centro de Valorização da Vida (CVV) há 16 anos, já atendeu milhares de ligações de pessoas que pensavam em suicídio. Algumas das frases mais comuns ouvidas por ela foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste atenção.

2 – Mudanças inesperadas: Todo mundo passa por mudanças na vida, faz parte do pacote. Mas algumas mudanças podem ser traumáticas quando não estamos preparados para elas. Uma pessoa fragilizada por uma depressão ou outro problema psíquico dificilmente terá condições de encarar uma mudança inesperada, como perder um emprego que considerava muito importante. “Alguém tinha um hobby e abandona tudo, era super vaidoso e fica desinteressado. A mudança de comportamento é o momento em que a gente se aproxima da pessoa para saber o que está acontecendo, porque quem sabe dividindo ela vai entender que é só uma fase”, diz Macedo.

3 – Depressão e drogas: As estatísticas alertam: para cada suicídio, há entre 10 e 20 tentativas, ou seja, quem tentou suicídio está muito mais vulnerável. “Uma tentativa de suicídio é o maior preditor de nova tentativa e de suicídio”, diz o psiquiatra Humberto Correa da Silva Filho, vice-presidente da Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio.

Segundo alerta: quase 100% das pessoas que se suicidaram enfrentavam algum problema mental – a maioria depressão. Quem está sofrendo depressão ou outro transtorno devem receber maior atenção . E, se a pessoa consome álcool ou outras drogas, atenção redobrada. “O maior coeficiente de suicídio se dá por transtorno de humor associado ao uso de substâncias psicoativas, mais da metade dos casos de suicídio. Depressão e consumo de álcool e drogas é responsável pelo maior número de mortes no mundo inteiro”, afirma o psiquiatra Jair Segal.

4 – Pode não ser só aborrescência: As taxas de suicídio dos jovens brasileiros aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos, como explica nosso dossiê da edição de outubro. Mas, muitas vezes o comportamento errático atribuído como típico do adolescente pode ser um sinal de intenção de suicídio. “Existe uma falsa ideia de que a depressão atinge mais pessoas adultas. O adolescente apresenta outros sintomas, ele vai se trancar no quarto, não vai falar com ninguém, e isso vai ser entendido como fenômeno da adolescência normal, já que ele não consegue expressar seu sofrimento de uma forma clara”, explica Segal.

5 – Preto no branco: Somente 15% dos gravemente deprimidos vão se suicidar, mas a depressão severa continua sendo a maior causa do suicídio. Por isso, é preciso ficar atento quando a pessoa demonstra zero interesse na vida ou nos outros. “Para o deprimido, o mundo deixa de ser colorido, é preto e branco. Ele tem baixa autoestima, desinteresse por todos e fica muito voltado para ele mesmo”, explica o psiquiatra Aloysio Augusto d’Abreu. Quando em depressão severa, a pessoa se isola dos outros e não vê motivos para continuar viva. É um alerta de urgência.

6 – Bom demais para ser verdade: Um caso que marcou o psiquiatra d’Abreu foi o de um paciente muito deprimido que simulou uma melhora para passar o final de semana em casa e, lá, usar uma espingarda para se matar. A simulação de melhora é comum em diversos casos de suicídio, então, se uma pessoa que normalmente é deprimida parecer subitamente alegre, é importante acompanhá-la para garantir que ela não tentará o suicídio.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2014/10/6-sinais-de-comportamento-suicida.html

Causas do Suicídio

As causas do suicídio são multifatoriais, ou seja, não existe uma única causa que pode levar ao suicídio e sim, inúmeros fatores. O principal deles é a existência de um transtorno mental que predispõe ao suicídio. Além disso, o contexto social no qual o indivíduo está envolvido e que leva a uma baixa autoestima, unido a uma baixa resiliência, dentro de uma personalidade mais reprimida e/ou impulsiva, colaboram com essa ação.
A depressão é responsável pela maioria dos casos de suicídio, porém é importante reforhomem pensando em suicídio sentado em uma cadeira com as mãos apoiadas na cabeça e uma corda em cima deleçar que nem todos que possuem depressão cometerão suicídio.
Também vale à pena afirmar que é possível que uma pessoa cometa suicídio, sem haver planejado, porém é mais difícil. O sofrimento dela é tão grande que pode, em um ato impulsivo, querer tirar a própria vida.
Algumas situações podem colaborar com isso. Tais como alguns exemplos abaixo:
1- Diagnóstico de alguma doença grave (com ou sem comorbidade);
2- Problemas conjugais e de relacionamento;
3- Dificuldades financeiras ou profissionais;
4- Bullying / ou sofrimento por qualquer preconceito;
5- Problemas na adolescência e/ou início da fase adulta;
6- Luto e/ou perdas afetivas;
7- Abuso de álcool e/ou drogas.

Como ajudar uma pessoa que pensa em suicídio?

Se você não é a pessoa que está pensando em suicídio, mas quer saber como ajudar uma pessoa que pensa em suicídio, confira as dicas abaixo:
1- Acolha essa pessoa. Tudo o que ela precisa é ser escutada, falar sobre suas dores, desconfortos, sofrimentos. Mesmo que dure horas, deixe-a falar por quanto tempo for preciso, até que sinta que está mais aliviada e motivada. Pode parecer bobo, mas não é. Falar sobre isso ajuda e muito!
2- Diga que está ao seu lado. Nesse momento, tudo o que essa pessoa quer é apoio e alguém que diga que está ao seu lado. Literalmente, pegue nas mãos dessa pessoa e diga que ela não está só e que, juntos, poderão encontrar uma saída.
3- Busque ajuda profissional. Compreenda que a ajuda profissional neste momento é de extrema relevância, portanto, pegue nas mãos dessa pessoa e a encaminhe até um profissional qualificado: psicólogo e/ou psiquiatra. Peça essa ajuda, compreendendo que sozinho você não consegue ajudar.
4- Não a deixe só. Permaneça com a pessoa até que a ajuda seja encontrada, juntos. Ou, ao menos, sempre garanta que há alguém com ela, quando não puder estar presente.

Se você pensa em suicídio

Se você pensa em suicídio, então eu tenho algumas coisas para te dizer:

1- Se você pensa em suicídio, eu recomendo que você reflita sobre tudo isso que escrevi aqui. Pense que há outras alternativas além dessa única que encontrou que é a de tirar sua própria vida.
2- Pense que essa alternativa não tem volta. Você não terá a oportunidade de vislumbrar outras possibilidades depois que morrer.
3- Pense que se você buscar ajuda de uma pessoa confiável, um profissional que entende o que está passando (psicólogo e ou psiquiatra), ele conseguirá te auxiliar a enxergar outras alternativas e, juntos, poderão solucionar muitos desses problemas, com a ampliação do seu leque de opções.
4- Pense que nem sempre o que você pensa a respeito de outras pessoas é verdade. Na maioria das vezes, estamos equivocados em relação ao que o outro pensa da vida e de nós. Lembre-se que quaisquer atitudes que o outro venha a ter não necessariamente é por causa de nós ou para nós.
5- Busque expor mais o que pensa e sente. Se não há pessoas confiáveis ao seu redor, busque por elas. Não guarde nunca seus sentimentos. Não viva de aparências, não se camufle debaixo da própria pele, pois é isso tudo o que está te fazendo muito mal. Se for difícil falar de você e sobre você, fale do que gosta e busque fazer o que gosta. Tenha momentos de lazer e não viva só para o trabalho. Saia da rotina.
6- Tente compreender que você não está sozinho. Existem muitas pessoas que estão em situações parecidas, e outras nem tanto. Da mesma forma que existem aquelas que também podem te ajudar, existem muitas que VOCÊ também pode ajudar. E nada melhor do que quem passou pela dor ajudar aqueles que também passam pela mesma dor.
7- Acredite: existem muitas pessoas que sentirão sua falta quando você se for e você nem imagina…

Dados da OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, cerca de 800 mil pessoas se suicidam no mundo. Esse número aponta para a necessidade de se abordar o assunto ao longo de um ano inteiro e não somente em momentos de crise. E, sendo caso de saúde pública, é válido chamar a atenção para o fato de que a tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral.
O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.
79% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda, ou seja, o Brasil se enquadra perfeitamente nisso.

E embora a relação entre distúrbios suicidas e mentais (em particular, depressão e abuso de álcool) esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças.
Além disso, o enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida. As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. De longe, o fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior.
No entanto, tenho uma excelente notícia: suicídios são evitáveis! Há uma série de medidas que podem ser tomadas junto à população, subpopulação e em níveis individuais para prevenir o suicídio e suas tentativas, incluindo:
– Redução de acesso aos meios utilizados (por exemplo, pesticidas, armas de fogo e certas medicações);
– Cobertura responsável pelos meios de comunicação;
– Introdução de políticas para reduzir o uso nocivo do álcool;
– Identificação precoce, tratamento e cuidados de pessoas com transtornos mentais ou por uso de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo;
– Formação de trabalhadores não especializados em avaliação e gerenciamento de comportamentos suicidas;
– Acompanhamento de pessoas que tentaram suicídio e prestação de apoio comunitário.
O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre os múltiplos setores da sociedade, incluindo saúde, educação, trabalho, agricultura, negócios, justiça, lei, defesa, política e mídia. Esses esforços devem ser abrangentes e integrados, pois apenas uma abordagem não pode impactar em um tema tão complexo quanto o suicídio.

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